eu pego o metrô todo dia e fico ouvindo as conversas do alheio. a mesma coisa eu repito no elevador. ou no restaurante e até mesmo no meio da rua, se der pra acompanhar mais que três frases do transeunte...
no metrô teve o momento constrangedor fui-educado-e-fiquei-sem-lugar de um cara. a sorte daquele homem de terno no calor de 40º do rio de janeiro é que eu tinha mais o que fazer e desci no estácio. comprei um salgado e uma coca e entrei de volta no metro pra ir até a carioca. o joelho estava uma merda. aquilo não era presunto - fato! então parei de comer, mas fiquei segurando aquele pedaço de pão e as pessoas me censurando. "vai jogar comida fora?" elas deviam estar pensando. mas ninguém provou daquele apresuntado pra poder opinar.
o que eu estou dizendo, na verdade, é que eu adoro uma fofoca. me interesso intimamente pela vida alheia a ponto de acreditar que tenho conselhos ou – quem sabe – alguma forma melhor de resolver um problema. que pode variar desde dor de dente a casamento desfeito. e também adoro falar da minha vida, dessas coisas corriqueiras mesmo.
hoje tive que pegar metrô e ônibus pra chegar ao meu destino. a quantidade de gente diferente e desconhecida que passa por você é absurda. já parou pra pensar que aqueles outros 41 sentados e 36 em pé – pq com certeza vc é o 37º em pé – levam vidas independentes da sua EXISTÊNCIA?
ok, vamos tentar controlar a neura e o egocentrismo e pensar no infinito de histórias e contos que manoel carlos e afins tiram do dia a dia alheio. pronto: não estou tão distante de um autor de novela das nove. tirando o fato de que tenho apenas um blog de audiência a confirmar...
hoje tive que pegar metrô e ônibus pra chegar ao meu destino. a quantidade de gente diferente e desconhecida que passa por você é absurda. já parou pra pensar que aqueles outros 41 sentados e 36 em pé – pq com certeza vc é o 37º em pé – levam vidas independentes da sua EXISTÊNCIA?
ok, vamos tentar controlar a neura e o egocentrismo e pensar no infinito de histórias e contos que manoel carlos e afins tiram do dia a dia alheio. pronto: não estou tão distante de um autor de novela das nove. tirando o fato de que tenho apenas um blog de audiência a confirmar...
no metrô teve o momento constrangedor fui-educado-e-fiquei-sem-lugar de um cara. a sorte daquele homem de terno no calor de 40º do rio de janeiro é que eu tinha mais o que fazer e desci no estácio. comprei um salgado e uma coca e entrei de volta no metro pra ir até a carioca. o joelho estava uma merda. aquilo não era presunto - fato! então parei de comer, mas fiquei segurando aquele pedaço de pão e as pessoas me censurando. "vai jogar comida fora?" elas deviam estar pensando. mas ninguém provou daquele apresuntado pra poder opinar.
atrás de mim, quase em cima, pra ser mais exata, estava um menino e sua mochila. será que ele já ouviu aquele aviso sonoro "viajar com a mochila nas costas..." porque bom senso eu sei que ele não tinha. mas, vida que segue e as meninas do meu lado estão decidindo como é melhor gastar o dinheirinho delas no camelódromo. que, pela descrição que uma faz, parece a quinta avenida...
uma menina entra na uruguaiana - ponto de descida das duas anteriores. ela me parece um pouco atordoada. fico pensando que é coisa da minha mente até perceber que ela vai e volta de um lado ao outro no vagão. não devo ser eu a louca, né?
chego à carioca e passo pela thiamu, casa da empada, vendedora de moto, bar da brahma fechado, lupa lupa e finalmente saio da estação! (essa é a vida subterrânea que pulsa no centro da cidade. filosofei...)
saio não sem antes ver um poster ENORME do fita (festival de teatro de angra). essa bomba ainda vai estourar na gente no trabalho...
o trabalho parece calmo. mas segunda tudo deveria ser sempre calmo, não?
o dia corre tranquilo, excetuando o gari que varre só poeira em frente ao spoleto da sete de setembro. agora, do outro lado da rua, tem uma livraria da travessa. vou lá na quarta. fica ali, onde antes era a sandpiper - que está minguando aos poucos. pensar que eu já vi paulo zulu no camarim do desfile no fashion rio... uma forma leve de o trabalho retribuir nossos sacrifícios...
voltando da viagem, entro na mr cat pra ver um sapato que eu estou namorando há tempos. não tem meu tamanho. quer dizer, tem. mas não cabe. volto tricotando e pensando se vale a pena gastar a grana... e saio da outra loja da mr cat com o sapato e lutando contra a vontade incontrolável de comprar uma bolsa maior que eu. crua, com dourado, linda!
o telefone continua à toda durante a tarde. mas a determinação de sair às 18h é tanta que eu consigo! palmas!
vou feliz pra botafogo. desço do 410 e começo a andar pela rua da matriz. atrás de mim, uma dupla discute a indicação do nóbel (licença bloguística para o acento) da paz. ela afirma, com a certeza de uma mãe que pariu o próprio filho de cócoras, que a conquista do nobel da paz não é por mérito, mas sim comprada. parece até papo de espiões infiltrados.
além da convicção com que ela fala sobre o suborno, o que irrita meus ouvidos é a pronúncia da cidadã. a minha vontade é de virar pra trás e defender o nobél (este acento é só para destacar a pronúncia correta). mas sigo em frente, pensando que a voz masculina que concordava não discordaria de nada do que ela dissesse. estava hipnotizado. ou algo próximo disso que as mulheres podem causar nos homens.
é interessante ver a certeza das pessoas em seus comentários. eu sou uma defensora da tese que não importa o que você fala, mas como você fala. e, no caso desta criatura, interessa também para quem você fala. uma plateia propensa a concordar é a melhor coisa que um artista pode ter.
vocês acham que receberam o email avisando do novo blog porque são críticos ou porque são meus amigos?


Mais uma vez, sou fã de tudo que sai dessa sua cabecinha.
ResponderExcluirNossa! como vc escreve bem heim, rsrsrsrsrs.
ResponderExcluirParabéns! Adorei!